A Lucha Libre mexicana.

18/05/2016

Em um mundo onde o UFC toma conta dos espetáculos de luta – recentemente Curitiba recebeu o UFC 198 e, realmente, foi um show à parte -, lá no México podemos destacar outro grande evento, culturalmente falando, que é a Lucha Libre. Trata-se de uma série de lutas simuladas, em que atletas profissionais encenam seus golpes, expressões, vitórias e derrotas.

A Lucha Libre mexicana é como o WWE nos Estados Unidos. Suas siglas são conhecidas como CMLL: Consejo Mundial de Lucha Libre.  

A tradição tem mais de 100 anos e é uma atividade privada, em que não há uma confederação nacional. E por mais que os lutadores ensaiem seus golpes, o resultado não impede que seja um fenômeno de público no país. Veja outras curiosidades sobre a Lucha Libre:

Programa em família.

As arenas são lotadas e as pessoas que vão assistir dão um verdadeiro show. E embora pareça que o clima do público seja de violência, a Lucha Libre é um programa bem “família”.

 

Técnicos e rudos.

Os lutadores são divididos em dois tipos: os técnicos, que são os bonzinhos e que representam os guerreiros astecas, santos e trabalhadores. Os rudos simbolizam os bandidos, corruptos, entre outros personagens que discriminam a população do país.

As máscaras.

Talvez o mais famoso acessório da Lucha Libre, a máscara dá personalidade ao lutador.  Elas simbolizam o povo asteca e, em famílias que possuem uma máscara em casa, são passadas de geração em geração. Na luta, é desonra o “luchador” revelar sua identidade.

 

Novela mexicana.

As lutas, em geral, possuem resultados já escolhidos, pois seguem um roteiro maior e que pode casar com combates grandiosos no futuro. É como uma novela.

Vendendo o peixe.  

Na Lucha Libre, os atletas são separados por categoria. E o sistema de luta é combinado de acordo com o sucesso que o lutador faz no ringue. Se ele se vende melhor ao público, mais lutas terá.

Homens e mulheres.

Numa lucha libre há mulheres lutadoras, mas não muitas. Geralmente a ala feminina contribui muito mais como animadoras de torcida. Uma curiosidade: é comum existir lutas desproporcionais, como anões contra gigantes.

Ganhando ou perdendo.

Existem cinco maneiras de ganhar uma luta: imobilizar com as costas no chão, durante a contagem até três do árbitro, ser mantido fora ringue por 20 segundos, pedir desistência, ser desclassificado – tirar a máscara do oponente é chuveiro na hora – e excesso de violência.

Sucesso.

Nós, brasileiros, começamos a conhecer mais essa modalidade por meio do desenho animado ¡Mucha Lucha! Quem não se lembra do Rikochet ou do Pulga?

 

E aí, o que achou da Lucha Libre? Já conhecia? Esse esporte/espetáculo tem muito assunto legal, mas que deixaremos para um próximo encontro. Até mais, luchadores! 😉

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